março 15, 2009

Poesia dêitica

pai
não me deixe
pai
pai

mulher, mulher
EX FVMO DARE LVCEM
Erza
mulher, canto

me repito
novamente me
me
meu

olhos e horizontes
cinzas
frios
longes
peço
eco
prece
peco
Adriana Calcanhoto

formigas
for
migas
formigalhas
Gullar

sino
vazio
praia
frio
Pablo

cu
puta
livros
Buk

tudo que escrevo está escrito
vou embora
não posso
que é para Pasárgada

trem
tem dono
todos os sofrimentos já foram sofridos
menos o meu
mesmo que porventura alguém o tenha sofrido

por prática
assino
porém
qualquer eu
poderia ter escrito
isso

2 comentários:

Dênis Rubra disse...

Parabéns pelos poemas.

Na semana passada eu estava no congresso de letras clássicas na UERJ, assisti sua palestra sobre comédia latina, excelente!

Eu também me aventuro pelo lado poético da vida, devaneiando alguns pensamentos. Sua leitura será bem vinda! abraços

Rafael Maieiro disse...

ezariano... gostei. abraços, m.